No dia: 23 de março de 2012 morreu o comediante Chico Anysio, para atender um de seus pedidos planejados para sua pós-morte, sua família em um ato nobre pulveriza a metade das cinzas deste grande humorista sobre o Projac (o centro de produções de alguns programas da Rede Globo) e a outra metade é espalhada em sua cidade natal (Maranguape).
Momento de reflexão!
1-Quais leituras podemos fazer diante deste gesto?
2-Seria uma atitude aclamada por todos os orgãos sociais?
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Em relação a 1ª observação, podemos perceber que o grande Chico sempre teve afetividade com seu local de trabalho, acredito que devido todas as oportunidades que lhe foram oferecidas para sua vida! Desta forma, este local o tornou um novo homem, um guerreiro reconhecido nacionalmente e, posso me arriscar a dizer que internacionalmente, mas, entretanto, toda a fama e as novas experiencias que ate então ele vivia, não o fez esquecer de sua origens. isto pode ser ser comprovado, pelo fato de pedir para ter a metade de suas cinzas pulverizadas em sua terra natal.
O 2º apontamento pode ser explicado por meio deste artigo apresentado pelo site http://www.acidigital.com/
Vaticano: as cinzas dos defuntos não devem ser pulverizadas após a cremação
A Livraria Editora Vaticano apresentou recentemente a segunda edição do Rito de exéquias, em que se sublinha que os católicos não devem pulverizar as cinzas de um defunto logo depois de ser cremado, já que essa prática, que está na moda atualmente, é contrária à fé cristã. As cinzas devem ser enterradas.
[...] O texto também assinala que excepcionalmente, os ritos previstos na capela do cemitério ou diante da tumba podem ser celebrados também no mesmo lugar da cremação.
[...] Outra das novidades do rito das exéquias se refere ao momento da visita da família, que não se contemplava na edição anterior. Dom Lameri afirma a respeito que "para um sacerdote, um momento para compartilhar a dor, escutar os familiares afetados pelo luto, e conhecer alguns aspectos da vida da pessoa defunta com o fim de oferecer uma lembrança correta e personalizada durante a celebração das exéquias".
[...] Uma nova adaptação permite agora pronunciar palavras de lembrança cristã do defunto no momento da despedida. Do mesmo modo, acrescentou-se uma ampla proposta de formulários para a oração dos fiéis.
[...] "Testemunha a forte exigência de cultivar a memória, de ter um lugar certo no qual depor o cadáver ou as cinzas, na certeza profunda de que isto é autêntica fé e é autêntico humanismo", concluiu.
Vaticano, 30 Mar.
http://www.acidigital.com/noticia.php?id=23400